O Norte do Paraná enfrenta mais um dia de atenção às condições meteorológicas nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026. Três dias após a passagem de um tornado de categoria F2 por Maringá, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mantém aviso laranja de perigo para tempestades na região, incluindo Maringá, Astorga e Iguaraçu. Há possibilidade de chuva intensa, rajadas fortes de vento, descargas elétricas e granizo.

Imagem de destaque: arte editorial com os riscos previstos pelo INMET para 5 de novembro. Foto de fundo ilustrativa de Jonathan Ikemura/Unsplash, sem relação direta com o tornado de Maringá.

Maringá: tornado confirmado e rastro de destruição

O Simepar confirmou que a tempestade que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2) produziu um tornado F2 na escala Fujita. A conclusão foi divulgada após levantamentos com radar meteorológico, imagens aéreas, sobrevoos e análises em campo.

Segundo os meteorologistas, o fenômeno deixou um corredor de danos de aproximadamente 15 quilômetros, iniciado na região sudoeste da cidade. Os ventos associados ao tornado foram estimados entre 180 e 250 km/h. Na vistoria, foram identificadas telhas arremessadas a mais de 1,3 quilômetro, estruturas retorcidas e árvores severamente danificadas. Os números são estimativas da intensidade do tornado, não medições gerais de vento para todos os bairros.

O temporal provocou quedas de árvores e postes, destelhamentos, interrupções de energia e bloqueios de vias. Na quarta-feira (4), a Copel informou que havia restabelecido o fornecimento para 56,4 mil unidades consumidoras em Maringá, mas que 31,6 mil ainda aguardavam religação naquele balanço. O município continuava mobilizado na recuperação da rede e dos espaços afetados.

Astorga também sofreu consequências do temporal

Não foi confirmado pelo Simepar um tornado em Astorga no episódio de 2 de novembro. Isso, porém, não significa ausência de impacto. Em balanço divulgado na manhã de segunda-feira pela Copel e reproduzido pela imprensa regional, Astorga contabilizava aproximadamente 10,2 mil unidades consumidoras sem energia elétrica, um dos maiores números da Região Norte do Estado naquele momento.

A informação se refere à situação registrada no dia do temporal, e não deve ser confundida com o número de imóveis ainda sem fornecimento nesta quinta-feira. As interrupções evidenciam como rajadas e danos à rede podem afetar grandes áreas, mesmo fora da trajetória confirmada de um tornado.

Para esta quinta-feira, o modelo de previsão municipal do Simepar indicava em Astorga probabilidade de chuva de 98% e rajadas de até aproximadamente 50 km/h na previsão diária. Já o aviso do INMET cobre uma área regional mais ampla, na qual tempestades pontuais podem apresentar intensidade superior à indicada pela previsão média para um município.

Alerta laranja para quinta-feira: o que está previsto

O aviso de perigo do INMET para 5 de novembro, válido das 0h01 às 23h59, informa possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao dia, além de ventos intensos entre 60 e 100 km/h e queda de granizo nas áreas atingidas. Há risco de quedas de árvores, cortes de energia, danos em lavouras e alagamentos.

O Simepar também alertou nesta semana que o ambiente atmosférico no Paraná é favorável à organização de tempestades severas, inclusive supercélulas, que podem produzir rajadas destrutivas e granizo. A combinação de calor, umidade e sistemas de baixa pressão ajuda a explicar a instabilidade. Isso não equivale a uma previsão de novo tornado em Maringá, Astorga ou Iguaraçu.

O que a população deve fazer

  • Antes da tempestade: acompanhe comunicados do Simepar, INMET e Defesa Civil; mantenha documentos e telefone carregado à mão; retire objetos soltos de quintais e varandas.
  • Durante ventos fortes ou granizo: procure abrigo em construção sólida, longe de janelas, portas de vidro e estruturas frágeis. Não fique debaixo de árvores nem próximo a placas, postes ou torres.
  • Se houver sinais de tornado: vá para o cômodo interno mais protegido, preferencialmente no piso térreo e sem janelas; proteja cabeça e pescoço. Não tente observar ou filmar o fenômeno ao ar livre.
  • Em caso de alagamento: não atravesse ruas inundadas a pé nem de carro; procure um lugar elevado e seguro.
  • Se houver fios caídos: mantenha distância e avise a concessionária de energia. Não tente remover galhos ou reparar cabos próximos à rede elétrica.
  • Com trovões e raios: evite áreas abertas, piscinas, estruturas metálicas e aparelhos conectados à tomada; se for seguro fazê-lo, desligue equipamentos sensíveis.

A Defesa Civil do Paraná oferece cadastro gratuito de alertas por mensagem: basta enviar o CEP por SMS ao número 40199. Em situações emergenciais, os telefones são 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros).

Prevenção também é responsabilidade do poder público

O episódio de Maringá e os desligamentos em Astorga expõem a importância de planos municipais de contingência, manutenção preventiva de árvores e redes, abrigos identificados, comunicação rápida e estruturas capazes de atender famílias em situação de risco. Escolas, unidades de saúde e serviços essenciais precisam contar com protocolos claros de resposta.

O fato de uma região estar acostumada a temporais não elimina a possibilidade de episódios extraordinários. A orientação é agir com precaução, sem alarmismo e sem minimizar alertas oficiais. Nas próximas horas, os boletins podem ser atualizados conforme as condições atmosféricas evoluírem.

Com informações de: Simepar; Instituto Nacional de Meteorologia (INMET); Defesa Civil do Paraná; Copel; Maringá Post e GMC Online. Levantamento realizado em 5 de novembro de 2026. Foto de fundo da arte: Jonathan Ikemura/Unsplash.

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