O voto de Ratinho não cabe no bolso de ninguém

Talvez tenha existido dentro do grupo governista a expectativa de que a enorme aprovação do governador pudesse ser transferida com relativa facilidade ao seu sucessor. A política raramente funciona desse jeito.

O eleitor pode considerar Ratinho Junior um bom governador e, mesmo assim, votar em Sergio Moro.

Pode aprovar Ratinho e votar em Requião Filho.

Pode gostar da administração, mas entender que oito anos foram suficientes para aquele grupo.

Pode até desejar continuidade e ainda não estar convencido de que Sandro Alex seja a pessoa certa para representá-la.

Isso não é contradição. É eleitor.

Sandro Alex tem estrutura política, apoio partidário, presença no interior e, principalmente, o respaldo explícito do governador. Não é pouca coisa. O atual grupo governista possui uma rede de prefeitos, deputados e lideranças municipais construída durante anos. Quem conhece eleição no Paraná sabe o peso que uma estrutura dessas pode ganhar quando a campanha esquenta.

Mas Sandro tem uma tarefa que ninguém poderá cumprir em seu lugar: tornar-se candidato por mérito próprio.

O eleitor precisa conhecer mais do que o escolhido de Ratinho.

Precisa conhecer Sandro Alex.

Há uma diferença enorme entre dizer “eu vou continuar o que está sendo feito” e convencer a população de que se tem preparo, autoridade e projeto para comandar o Estado por quatro anos.

Se a campanha governista insistir apenas na ideia de continuidade, corre o risco de transformar justamente sua maior qualidade em seu maior problema.

Porque governador se sucede.

Não se clona.

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