Um levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), divulgado recentemente, indica que cortes ou a estagnação no valor dos benefícios sociais e previdenciários podem provocar uma retração severa na atividade econômica de municípios do interior do país.
O estudo destaca que programas como aposentadorias, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) representam quase metade do orçamento das famílias mais pobres dessas localidades.
A economista Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP, ressalta que, como esses recursos são usados quase integralmente para aquisição de itens básicos, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, sustentando empregos e a arrecadação municipal.
Segundo o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, muitos dependem fortemente desses benefícios para movimentar suas economias locais.
Equipe de Redação — Meandros da Política
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Imagem: Fonte da imagem: agenciabrasil.ebc.com.br




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